Socorro registrou aumento recente de focos do caramujo-gigante-africano, Achatina fulica, conforme monitoramento da Vigilância em Saúde. A presença do molusco em áreas urbanas acende alerta devido aos riscos sanitários associados.
A espécie pode atuar como hospedeira de parasitas como o Angiostrongylus cantonensis, relacionado à meningite eosinofílica, e o Angiostrongylus costaricensis. A transmissão ocorre, sobretudo, pelo consumo de alimentos crus mal higienizados que tiveram contato com o muco do animal.
De grande porte, o caramujo africano pode atingir até 15 centímetros de comprimento de concha, com coloração em tons de marrom escuro. Vive em média mais de nove anos e se prolifera com facilidade em ambientes úmidos, sombreados e com presença de resíduos, como terrenos baldios e quintais com acúmulo de entulho.
A Vigilância orienta que a prevenção está diretamente ligada à manutenção de áreas limpas, com retirada de materiais inservíveis e eliminação de possíveis abrigos.
Para o controle seguro, a recomendação é utilizar luvas, botas ou sacos plásticos, evitando o contato direto com o muco. A eliminação deve ser feita por meio da imersão dos animais em solução de água sanitária ou cal por até 24 horas. Após esse processo, as conchas devem ser esmagadas e enterradas em covas de 20 a 30 centímetros de profundidade, com aplicação de cal virgem.
Também é importante evitar o descarte próximo a poços, cisternas ou locais com risco de contaminação da água. A coleta deve ser realizada preferencialmente no início da manhã ou no período noturno, quando os caramujos estão mais ativos. O uso isolado de sal grosso não é indicado, pois apresenta baixa eficácia.
Em situações de dúvida ou insegurança, a orientação é buscar apoio de empresa especializada em controle de pragas, devidamente habilitada.

