A Prefeitura de Socorro orienta a população a não alimentar pombos em praças, ruas e demais espaços públicos. Embora pareça um gesto inofensivo, oferecer milho, pães, restos de comida e outros alimentos favorece a concentração e a proliferação descontrolada dessas aves no ambiente urbano.
Com a oferta constante de alimentos, os pombos deixam de buscar recursos disponíveis na natureza, como grãos, frutos e insetos. Em condições naturais, as aves desempenham funções importantes para o equilíbrio ecológico, contribuindo para o controle de insetos e para a dispersão de sementes.
A presença de um grande número de pombos em determinados locais pode representar um problema de saúde pública, principalmente devido ao acúmulo de fezes, penas e materiais provenientes dos ninhos. A inalação de poeira contaminada por fezes secas pode favorecer a transmissão de agentes causadores de doenças, como criptococose e histoplasmose, que afetam principalmente o sistema respiratório.
Os resíduos também podem causar danos aos imóveis. Fezes, penas e restos de ninhos podem obstruir calhas, prejudicar o escoamento da água da chuva e contribuir para a deterioração de paredes, telhados e outras superfícies. A acidez das fezes pode ainda provocar corrosão e aumentar a necessidade de manutenção dos locais atingidos.
Para reduzir esses riscos, a população deve evitar oferecer qualquer tipo de alimento aos pombos, descartar corretamente os resíduos e manter calhas, telhados e áreas externas limpos e conservados.
Não alimentar pombos é uma atitude simples que ajuda a proteger a saúde coletiva, preservar o equilíbrio ambiental e evitar a proliferação dessas aves nos espaços urbanos.

