A 2ª Audiência Pública de Revisão do Plano Diretor Municipal de Socorro, realizada na terça-feira, 6 de outubro, na Câmara Municipal, apresentou o Diagnóstico Municipal que servirá de base para as próximas etapas do planejamento da cidade. O levantamento reúne informações sobre as características territoriais, ambientais, sociais, econômicas e urbanas, permitindo discutir a ocupação do solo, o acesso aos serviços públicos e as necessidades das diferentes regiões.
Durante a abertura, fizeram uso da palavra o prefeito Maurício de Oliveira Santos; o presidente da Câmara Municipal, Tiago Minozzi de Faria; a 1ª promotora de Justiça de Socorro, Bárbara da Cunha Defaveri; e o presidente do Conselho Municipal do Plano Diretor, Guilherme Donizete de Lima Brolezi.
O prefeito destacou a importância de orientar o desenvolvimento do município a partir das demandas dos moradores. “O Plano Diretor precisa orientar o crescimento de Socorro com planejamento, considerando as principais necessidades da população. É preciso pensar na infraestrutura, nos serviços públicos e na realidade de cada região para que a cidade cresça com organização e ofereça melhores condições de vida”, afirmou Maurício.
A promotora abordou o enfrentamento aos loteamentos clandestinos e a regularização das ocupações existentes. “Combater os loteamentos clandestinos e buscar a regularização das situações existentes é fundamental para organizar a expansão da cidade. A ocupação sem planejamento prejudica a oferta de infraestrutura e serviços públicos e traz consequências para toda a população”, ressaltou Bárbara.
O presidente do Conselho Municipal do Plano Diretor, Guilherme Brolezi, destacou a participação dos moradores na revisão. “O conhecimento de quem vive nos bairros e nas comunidades rurais ajuda a identificar prioridades. O papel do conselho é acompanhar esse processo e contribuir para que o Plano Diretor considere as diferentes realidades de Socorro”, afirmou.
Já o presidente da Câmara Municipal, Tiago de Faria, ressaltou a importância do diálogo. “O Plano Diretor orienta decisões que afetam o cotidiano da população e o futuro da cidade. Por isso, é fundamental que sua revisão seja debatida com a comunidade, com espaço para ouvir demandas e discutir os caminhos para o desenvolvimento do município”, declarou.
O diagnóstico apresentado pela equipe técnica da Líder Engenharia & Gestão de Cidades examinou áreas como saneamento, drenagem, saúde, educação, assistência social, segurança pública, cultura, esporte, turismo e desenvolvimento econômico.
Na análise populacional, o estudo apontou a continuidade da urbanização, associada à presença expressiva de moradores na zona rural. A distribuição das comunidades pelo território, onde também se desenvolvem atividades agropecuárias, agricultura familiar e empreendimentos turísticos, é um dos aspectos considerados para planejar o atendimento às diferentes localidades.
O levantamento também destacou o envelhecimento da população. Segundo os dados apresentados, pessoas com 65 anos ou mais representavam aproximadamente 16,9% dos habitantes em 2022. Essa mudança na composição etária é relevante para a definição de prioridades em serviços públicos e acessibilidade.
Na área de saneamento, o material indicou que o atendimento por esgotamento sanitário alcança aproximadamente 54,8% da população do município, enquanto a cobertura urbana chega a cerca de 89,3%. O diagnóstico apontou a diferença entre o núcleo urbano e as áreas rurais, onde predominam soluções individuais, como fossas sépticas, e destacou a necessidade de ampliar o atendimento e adequar os sistemas existentes.
Outro tema abordado foi a drenagem das águas da chuva. O relevo acidentado, as áreas de maior declividade e a rede hidrográfica, especialmente o Rio do Peixe, influenciam o escoamento no município. A apresentação ressaltou que o avanço da urbanização e a impermeabilização do solo exigem atenção ao risco de erosões e à ocupação de terrenos vulneráveis.
Entre as medidas apontadas estão a preservação de áreas verdes, a manutenção de superfícies que permitam a infiltração da água e a proteção das margens dos cursos d’água. O estudo recomenda tratar a drenagem em conjunto com o planejamento urbano e ambiental.
As informações reunidas nesta etapa permitirão discutir as diretrizes da revisão do Plano Diretor com base nas condições do território e nas demandas da comunidade. A participação dos moradores ajuda a identificar problemas do cotidiano e necessidades específicas dos bairros.
Oficinas comunitárias acontecem nesta quarta e quinta-feira
A programação continua com duas oficinas abertas à população, ambas às 18h, voltadas à identificação das potencialidades, dos desafios e das principais demandas de cada região.
Nesta quarta-feira, 7 de outubro, o encontro será realizado no Salão Ebenezer, na Aparecidinha, localizado na Rua Vitória Favero Beneduzzi, nº 130, no Parque Ferrúcio.
Na quinta-feira, 8 de outubro, a atividade ocorrerá na Escola Municipal Professora Esther de Camargo Toledo Teixeira, na Rua Antônio Gonçalves Dantas, nº 11, na Vila Palmira.
Os interessados poderão compartilhar experiências e apresentar contribuições para o planejamento de Socorro.

