As Escolas do Campo II — EM Lavras de Cima, EM Agudo, EM Camanducaia e EM Vilma de Oliveira Santos Simões — realizaram em 2025 mais um ciclo do projeto “Equidade Racial”, que tem como propósito promover a igualdade racial e o respeito à diversidade étnico-cultural. O objetivo principal foi conscientizar os alunos sobre a importância do respeito às diferenças, fomentando uma sociedade mais igualitária.
O projeto foi desenvolvido de forma interdisciplinar, envolvendo estudantes do Maternal da Educação Infantil até o 5° ano do Ensino Fundamental, por meio de atividades como dramatizações, entrevistas, rodas de conversa, contação de histórias, trabalhos expositivos e estudos no horário coletivo dos professores. A iniciativa destacou temas como a História da África, a luta dos negros no Brasil e a herança cultural africana presente na sociedade brasileira.
A professora de Arte da EM Lavras de Cima desenvolveu o projeto “Cores e Sonhos de José Peretto”, dividido em quatro etapas. A etapa final foi uma visita ao Museu de Socorro, onde os alunos puderam conhecer as obras do artista e o acervo local.
O artista foi apresentado de forma acolhedora às crianças, convidando-as a conhecer um criador que viveu em Socorro e que utilizava cores, sensibilidade e criatividade em suas pinturas. Os alunos tiveram contato direto com as obras de José Peretto, compreendendo o caráter único de cada criação artística e a importância da preservação em espaços museológicos.
A visita se estendeu aos demais andares do museu, com rodas de conversa sobre cores, histórias e expressões artísticas, relacionando as produções ao combate ao preconceito e à defesa da igualdade entre os povos. Por meio dos quadros expostos e dos objetos do acervo, os estudantes puderam refletir sobre a escravização do povo negro, o rompimento de laços familiares, a perda de culturas e a ressignificação histórica que permeia essa trajetória.
A diferença de tons de pele foi trabalhada de maneira sensível, levando as crianças a perceberem que não somos apenas “pretos” ou “brancos”, mas compostos por diferentes tonalidades de marrom e que, internamente, sentimos dores e alegrias da mesma forma. A atividade reforçou o 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra.
A experiência foi enriquecedora e marcada por reflexões profundas. Como destacou Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.”
A diretora Rita e a coordenadora Roseli agradeceram o envolvimento dos professores e alunos, reforçando que o sucesso do projeto — realizado há vários anos — é resultado do comprometimento de toda a comunidade escolar.

