Um incêndio em vegetação atingiu aproximadamente 10 mil metros quadrados, o equivalente a um hectare, nesta segunda-feira, 17 de agosto, no bairro do Oratório, em Socorro. A ocorrência mobilizou equipes da Defesa Civil e da Guarda Civil Municipal e resultou na aplicação de multa ambiental no valor de R$ 6.677,55.
A Defesa Civil foi acionada pelo telefone 199, por volta das 11h30. Ao chegar ao local, a equipe iniciou o combate às chamas, que se propagavam rapidamente devido ao vento forte e às condições da vegetação durante o período de estiagem.
Segundo as informações registradas no atendimento, o responsável estava no local e declarou que havia colocado fogo em um formigueiro situado no terreno. As chamas, no entanto, saíram do controle e atingiram uma extensa área de vegetação.
O homem foi conduzido pela Guarda Civil Municipal à Delegacia de Polícia, onde foi elaborado boletim de ocorrência. O caso foi encaminhado à autoridade policial para análise e adoção das medidas legais cabíveis. Também foi aplicada multa ambiental de R$ 6.677,55.
A ocorrência reforça o alerta sobre os riscos do uso do fogo durante o período mais seco do ano. No Estado de São Paulo, os incêndios florestais são mais frequentes entre junho e outubro, com maior número de registros nos meses de agosto e setembro. A maior parte dessas ocorrências tem origem em ações humanas, intencionais ou acidentais, conforme informações da Operação São Paulo Sem Fogo.
A Defesa Civil do Estado também mantém alerta para temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e risco de incêndios em vegetação no interior paulista. A combinação de calor, ausência de chuvas, vegetação ressecada e ventos fortes facilita a propagação das chamas e pode transformar pequenos focos em incêndios de grandes proporções. Até o dia 19 de agosto, as temperaturas podem ficar até 7°C acima da média em algumas áreas do interior, segundo a Defesa Civil de São Paulo.
Previsão de El Niño exige acompanhamento
As projeções climáticas mais recentes indicam a manutenção e a intensificação do El Niño ao longo do segundo semestre de 2026. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, há probabilidade superior a 95% de persistência do fenômeno, que poderá atingir intensidade forte a muito forte entre a primavera e o início do verão.
Embora seja popularmente utilizada a expressão “super El Niño”, os órgãos oficiais adotam a classificação “forte a muito forte”. Os impactos podem variar entre as regiões e dependem da evolução das condições oceânicas e atmosféricas. As previsões apontam maior possibilidade de temperaturas acima da média, ondas de calor e condições favoráveis à ocorrência de incêndios florestais, exigindo monitoramento permanente e medidas preventivas. As informações constam em nota conjunta do INPE, INMET, Funceme e Censipam.
Danos ambientais e riscos à população
Os incêndios em vegetação causam prejuízos à fauna e à flora, destroem habitats, reduzem a qualidade do solo e lançam fumaça e partículas poluentes na atmosfera. Além dos danos ambientais, o fogo pode alcançar residências, propriedades rurais, redes de energia e áreas próximas às rodovias, colocando pessoas e animais em risco.
Durante o período de estiagem, a população não deve utilizar fogo para limpar terrenos, eliminar lixo, restos de poda, folhas, pastagens, formigueiros ou outros materiais. Também é necessário evitar o descarte de bitucas de cigarro em áreas de vegetação e comunicar imediatamente qualquer foco de incêndio.
Ao identificar fumaça ou fogo em vegetação, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. A população não deve tentar combater incêndios de grandes proporções sem treinamento e equipamentos adequados.

